Quero espalhar o meu amor por ai, "gastá-lo" de alguma forma.
Eu não li o livro mas baseada em informações de alguém que leu, eu tenho pensado nisso, Ágape.
Por que eu tenho sido uma pessoa que se doa tanto? Capaz dos maiores gestos, de gestos de desprendimento total...
Por que me esforço tanto pra fazer pelos outros o que não faço por mim?
Por que me realizo fazendo coisas pelos outros que deveriam me doer?
Como consigo ficar feliz promovendo o encontro de quem amo com outra pessoa?
Desprendimento, altruísmo, esperança, amor...
Como explicar sentimentos e ações que humanamente são incompreensíveis?
Me encontro cheia de questionamentos, cheia de dúvidas, cheia de sentimentos.
Tenho me doado... aliás é o que acho que sei fazer de melhor, com meus amigos, meus "clientes", meus amores.
Doar-se é a forma mais simples de amar alguém, amar o próximo. Frequentemente me pego sendo boazinha demais. Até onde essa característica é uma qualidade ou defeito? Até onde devo ir com isso para não me tornar frágil, vulnerável?
Me agrada o reconhecimento, me maltrata o pensamento que não estou fazendo mais que minha obrigação, ou que estou sendo educada por estar sendo remunerada por isso.
Certo dia uma acompanhante me pediu para olhar as coisas dela enquanto ela acompanhava sua irmã no raio-x. E os meus colegas disseram que era porque eu conversava demais (educada). As pessoas confundem, educação, polidez, solicitude com fraqueza e possibilidade de abusar dessas características. Mas isso é assunto para outro texto. Estava eu falando do meu amor incondicional, maduro e desinteressado.
Perdi-me no embalo... volto depois.
Amo muito.
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